sábado, 10 de abril de 2010

"Às vezes me lembro dele, sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer, ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo."



Caio Fernando Abreu
Mas a última vez que ele foi embora, antes me deu um abraço de quem nunca saiu do mesmo lugar. O abraço e o seu olhar de quem nunca sabe direito porque vai embora ficaram pra sempre comigo. 


Tati Bernardi
Que bom que sou forte, que bom que suporto, que bom que sou criativo e até me divirto e descubro a gota de mel no meio do fel. Colei aquele “Eu Amo Você” no espelho. É pra mim mesmo.

                                          Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Falsa verdade !

Iniciada a época em que os pobres de espírito,
iludidos por uma falsa verdade, comemoram
ou até mesmo se mostram de luto pela morte que
não foi concretizada pois, Ele ressuscitou ao terceiro dia.
E pela sua vitoriosa morte que nos trouxe a paz, a que pelas suas pisaduras fomos sarados,
hoje temos livre conexão direta com Deus.
Semana santa que nada, toda semana tem que ser santa para aqueles que vivem debaixo da graça do Senhor,
para aqueles que preservam a obediência nEle.


Se liga,


                                                     Lana Mendes

quinta-feira, 1 de abril de 2010

“As mudanças rápidas são frequentemente temporárias, mas o crescimento lento transforma profundamente.”
[Mark Baker]

Nostalgia

Fotos, cartas, lembranças guardadas numa caixa preta,
momentos vividos, marcado pelo efêmero,
sem saber que tudo é passageiro.
Afinam e desafinam os dias
e percebemos que nada é pra sempre, nada fica igual, tudo muda
tudo se transforma em um toque leve de pálpebras.
Nostalgico, saber que não se pode reviver certos momentos,
não é saudade que se alimenta logo após ver a pessoa desejada,
é nostalgia que sente fome a cada novo reencontro.

                                                                         Lana Mendes